sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A Religião como influência na sociedade


Muitos serão aqueles que foram confrontados com diversas religiões, diversas crenças, diversos ideais. Contudo, o meu objetivo não é discutir o que será certo ou errado, mas sim para refletir nos benefícios e/ou entraves que a religião opôs à Humanidade.
Desde que as religiões começaram a aparecer, uma grande parte, uma grande parte das pessoas seguiam cegamente tais ideais, sendo que nada (ou quase nada) era descoberto pela Ciência, sendo que ningúem tentava procurar a verdade, uma vez que pensavam que a sabiam. É também verdade que outros avançavam no campo da descoberta e invenção, mas eram sujeitos a opressões quando as suas descobertas não favoreciam as religiões em vigor no seu país.
Este tipo de opressões afetava também o povo em geral, pelo que acredito que as opressões serviam como um método de retirar a liberdade deste, sendo que poderiam até mesmo retirar-lhes a vida, mesmo devido a comportamentos considerados normais Hoje ou, pelo menos, pouco perturbantes.
Apesar de tais malefícios, o poder da religião foi e vai implementando ideais de paz. Se observarmos bem, todas (ou grande parte) das religiões baseiam-se na comunhão dos seres entre si  e/ou com a Natureza, sendo que o seu ensinamento tem promovido a paz, de forma direta ou indireta. Até mesmo pessoas que não assumem nenhuma religião mas que cresceram no seio de uma tendem a fazer o bem, mesmo acreditando que nada ganham com tal forma de agir.
Chegando ao fim desta breve e leviana dissertação facilmente constato que houveram diversas épocas na História da Humanidade, umas marcadas pela positiva, outras pela negativa, sendo que tudo foi e vai sendo necessário no melhoramento da sociedade.
Agora surge a questão: “Será ou não será boa a influência da religião no Mundo?”. Não me compete responder a tal questão, cabe ao leitor refletir de forma sensata e chegar à sua conclusão, uma conclusão única. No entanto, apelo à fraternidade entre crentes, ateus e agnósticos de forma a que ocorra progresso nesta maratona cuja meta é a harmonia entre os povos.
26/07/2012
Fábio Sabino T. Martins

Nota: Escrevo com novo acordo ortográfico, mas sob protesto.
Dentro de pouco tempo publicarei o meu novo texto.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A Influência dos Mídia na Sociedade


Todas as pessoas, ou pelo menos uma grande parte delas gosta de assistir a programas televisivos com frequência variável. Enquanto isto, surge a questão: “Será que os mídia têm boa utilidade na sociedade, ou estarão este apenas a influenciar o pensamento do telespectador?”.
Desde o tempo em que o rádio foi disponibilizado ao público em geral,  os meios de comunicação têm sido a melhor forma de passar informação, sendo este um dos melhores métodos de difusão de ideias, pelo que permite a propagação de novos estilos literários, musicais, entre outros, por diversos países, mais ou menos desenvolvidos, permitindo uma constante actualização do “status” do mundo.
Outro dos benefícios associados aos mídia consiste no interesse que estes instigam numa pessoa. Desde esta súbita forma de transferência de informação, nota-se uma subida brusca do interesse que leigos manifestam sobre assuntos como política, economia, ciências, etc. Este aumento de interesse associado a um posterior momento de reflexão, sendo que este é um dos factores principais à melhoria de algo, na minha opinião, pode vir a alterar situações menos ajustadas à actual vivência, melhorando-as.
Apesar de poder incitar muitas mentes a preocupar-se com assuntos de tal importância, os meios de comunicação social são capazes de influenciar mentes mais vulneráveis, podendo, através de processos de persuasão, mudar facilmente ideias de leigos menos preparados, ou mesmo incentivar à aquisição de um produto, utilizando esquemas como a publicidade enganosa, o que é nitidamente observável na época natalícia, em que anúncios e propaganda coloridas atraem crianças, que por sua vez induzem os parentes a comprar através de métodos como a chantagem emocional., exemplificando.
Assim concluo que apesar de todos os malefícios referidos, os mídia são cada vez mais necessários na sociedade actual, uma sociedade inconstante, consumista e em desenvolvimento.
Apelo ainda aos leitores que usufruam dos serviços prestados por intermediário dos meios de comunicação social, mas que se esforcem por ser selectivos e o mais críticos possível quanto ao que lhes é transmitido, pois só assim se consegue retirar o ouro desse gigante maciço rochoso que é a informação.
Fábio Sabino T. Martins
19/07/2012
Nota: Escrevo com antigo acordo ortográfico como forma de protesto contra a mudança

terça-feira, 17 de julho de 2012

Só queria informar que a minha dissertação sobre o "Ensino em Portugal" foi publicado no Jornal Douro Hoje (semanário de Lamego), no espaço "Opinião"... Queria também agradecer a todos os que me incentivaram a publicar os meus textos, desde já um obrigado...

domingo, 8 de julho de 2012

O civismo e a falta de educação dos jovens portugueses

Com certeza que todos já repararam em alguns casos nos quais é notável a carência de civismo e mesmo de educação nos jovens portugueses. É certo que nem todos assim o são, mas alguns demonstram essa lacuna em várias situações do dia-a-dia, como no desrespeito para com os outros, ou até mesmo no facto de recusarem ajudar um idoso ainda que numa tarefa simples. Apesar de passar também pelos adolescentes em si, tudo começa na educação a que são sujeitos, sendo que uma criança bem educada a esse nível terá maior pré-disposição a ser um ícone de civismo, destacando-se pela positiva em relação aos restantes. Assim também o afirma de forma indirecta John Locke com a metáfora da “tábula rasa” (expressão latina que significa “tábua raspada”). Nesta metáfora, o filósofo inglês compara o ser humano a uma “tábula rasa” que é trabalhada de forma a que apareça um produto final (isto relativamente à explicação da formação do conhecimento), sendo a “tábula rasa” o recém-nascido que irá aprender com a interacção com o meio, o trabalho realizado na tábua a educação aplicada neste, e, por fim, o produto, que se trata do ser adulto já “trabalhado”. Para além da educação recebida, acredito também que o meio físico e social em que a criança se desenvolve possa influenciar o seu comportamento. Se observarmos e compararmos o desenvolvimento de crianças em meios rurais e em meios urbanos, podemos constatar que no meio rural existe uma conexão mais forte e íntima entre as crianças, devendo-se tal a uma maior liberdade destas. Nos meios urbanos, as crianças passam grande parte do tempo em casa uma vez que as ruas das cidades são locais perigosos para os infantes, sendo os amigos substituídos por consolas. Tal não se verifica no meio rural. Neste espaço, a criminalidade é reduzida, sendo que os pequenos juntam-se bastas vezes, o que enraíza amizades profundas e um sentimento forte de união, o que conduz a uma menor insensibilidade e maior desprezo por parte destes “aprendizes da vida”. Para além deste facto, num meio mais pacato as crianças desenvolvem-se em contacto com o trabalho e com a Natureza, sendo que apresentam outra perspectiva de vida em relação às crianças que se desenvolveram num meio citadino. Assim, com tais argumentos, concluo que realmente existem diversos casos de falta de civismo e educação nos jovens, devendo-se tal à sua educação e ao contacto com uma sociedade atabalhoada e de consumo exagerado. Finalizo ainda esta dissertação com a consciência de que nada dependente do Homem é permanente, o que me leva a acreditar numa possível mudança, o que seria um gigantesco passo no processo de busca de uma sociedade ideal. 

Fábio Sabino T. Martins 
06/07/2012 

Nota: Escrevo com antigo acordo ortográfico como forma de protesto contra a mudança

terça-feira, 3 de julho de 2012

O Ensino em Portugal



Muitos serão aqueles que já se depararam a pensar: “Será que o ensino em Portugal é bom?”; “Será que o sistema funciona pelo menos a esse nível?”. Não, o sistema não funciona.
Alguns pensarão: “Estará a culpa nos professores?”...Não! É verdade que há professores que não cativam os alunos, mas essa não é a sua função. Estes devem apenas saber vigorosamente a matéria a leccionar (e sabem) de forma a que consigam expô-la e explicá-la de uma forma razoavelmente descomplicada, não sendo obrigados a cativar os alunos, até porque o processo de aprendizagem não é só um dever do professor, devendo resultar de uma forte cooperação entre o docente e o educando.
E agora surge outra dúvida: “Se assim é, será que a culpa reside no aluno?”. Depende do ponto de vista. Se observarmos casos de alunos sem perspectivas de futuro, acredito que sim, mas para esses este tópico não tem interesse. Devido a tal, falemos da outra facção, aquela constituída por aqueles que realmente se preocupam. Deste prisma, acredito veementemente que não. Penso inclusive que basta observar um pouco os estudantes em época de exames, que se esforçam para obter bons resultados.
Escusado também será dizer que a culpa se encontra no estabelecimento de ensino porque, apesar de poder ter alguma influência, esta será mínima.
Se todos estes factores estão, no mínimo, a funcionar de forma apropriada, se há uma boa qualidade de ensino e há interesse por parte dos alunos, a que se deve a culpa dos resultados relativamente comprometedores? A culpa reside nas disciplinas em si. Não na forma como estas são leccionadas, mas na forma como estas influenciam o futuro de cada aluno em particular. Vejamos o exemplo de um aluno que  desde infante se habituou a trabalhar com computadores e/ou com máquinas em geral, aluno este que é capaz de efectuar o mesmo trabalho, ou até de forma mais proveitosa, que um técnico. De certeza que o dito aluno seria um excelente profissional na área em questão, mas não o consegue. “Porquê?”, perguntará certamente o leitor. Porque simplesmente está sujeito a avaliações noutras disciplinas, avaliações estas que impedirão a sua formação universitária.
Assim podemos facilmente concluir que o facto de um educando ter, por vezes, insucesso deriva da forma como este é avaliado.
Um dia tive o prazer de observar e analisar uma simples tira de jornal que se apresentava como um bom exemplo do meu ponto de vista. A dita imagem consistia na presença de um sujeito cuja indumentária remetia para que este fosse minimamente abastado. Este sujeito, que se encontrava numa secretária, estava a explicar a diversos animais, dos quais se destacavam um macaco, um peixe, uma cobra e um elefante, que estes seriam sujeitos a um teste equitativo para os avaliar, o qual consistia em escalar uma árvore relativamente alta. Pessoalmente, considero este exemplo uma boa metáfora para caracterizar o sistema de ensino em Portugal. Tal como o macaco é mais apto para realizar o teste do que o elefante, por exemplo, também haverão alunos com maior capacidade para se adaptarem ao presente sistema de ensino, mas certamente que haverão alunos (e em maior número, acredito) que terão óptima aptidões para a realização de outros serviços, mas como são sujeitos à mesma avaliação, perdem a oportunidade de alcançarem elevados patamares nas áreas em que seriam produtivos a nível máximo.
Assim concluo que o sistema não funciona adequadamente e que, devido a tal facto, têm vindo a ser perdidas mentes brilhantes, talentos inexplorados, verdadeiros poetas na pele de trolhas, verdadeiros biólogos na agricultura, verdadeiros economistas que se encontram a servir ao balcão e outras tantos que fazem falta a um Portugal com potencialidades para ser próspero, mas que, por serem fracamente apoiados, acabam por desempenhar funções que podem nem ser do seu agrado, sendo que a sua produtividade é reduzida quase ao patamar do nulo.
Sei que a minha palavra é apenas mais uma num mar imenso, mas espero que consiga alterar algumas mentalidades, não implicando isto que passem a tomar a minha opinião, mas sim que despertem e reflictam em assuntos que, tal como este, são fundamentais para a manutenção da sociedade como a conhecemos.

Fábio Sabino T. Martins
27/06/12